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Resolução CFM 2.336/2023

Quantas especialidades você pode divulgar

E o que fazer quando o título que você tem é pós-graduação, não RQE.

Publicado em 25 de agosto de 2026 Fonte: texto oficial da Resolução CFM nº 2.336/2023
Cartão com a assinatura de uma médica: nome, CRM, a palavra MÉDICA e a especialidade seguida do número de RQE.
A linha que a resolução exige em toda peça: nome, CRM, a palavra MÉDICO e, quando houver, a especialidade com RQE.

Duas perguntas aparecem toda semana: “posso colocar as minhas duas especialidades na bio?” e “fiz uma pós-graduação, posso me anunciar naquilo?”. A resposta das duas está no mesmo lugar, o artigo 13 da Resolução CFM nº 2.336/2023, e é mais simples do que parece. O que complica mora em outro artigo, e quase ninguém comenta. Ele vem no fim.

Quantas especialidades o médico pode divulgar?

Até duas. O texto é literal: “ao médico detentor de título de especialidade, é permitida a divulgação de até 2 (duas) especialidades e as áreas de atuação relacionadas à especialidade”.

Duas especialidades. As áreas de atuação entram junto, desde que relacionadas à especialidade que você já anuncia.

Quem tem três títulos escolhe dois para a comunicação. E aqui vale dizer o que a regra não diz: a escolha não é sobre qual título foi mais difícil de conquistar, é sobre qual paciente você quer atrair. É uma decisão de posicionamento vestida de norma.

O que conta como “especialista” para o CFM

Só uma coisa: o RQE. O parágrafo 2º do mesmo artigo encerra a discussão — “é considerado especialista e detentor de título em área de atuação todo aquele que apresentar RQE”. Curso, certificado de sociedade, tempo de prática: nada disso substitui o registro no CRM para efeito de anúncio.

O que precisa estar em toda peça de publicidade

O artigo 4º lista o obrigatório, e vale para post, placa, site e cartão:

Repare no detalhe que derruba muita bio de Instagram: a palavra MÉDICO não é enfeite, está no texto. E o RQE anda colado na especialidade — anunciar a especialidade sem o número é anunciar pela metade.

Monte a sua assinatura

Preencha e veja como a sua linha fica dentro da regra. Nada sai do seu aparelho: a ferramenta roda inteira aqui na página.

Ferramenta

A sua linha, do jeito que a norma pede

Como fica

Preencha o nome e o CRM para ver a sua linha.

    Tenho pós-graduação. Posso anunciar?

    Pode, com uma palavra colada que muda tudo. A resolução determina a forma exata:

    Há um detalhe que confunde: esses títulos não recebem número. O parágrafo 3º diz que eles não terão número de ordem — quem tem número é RQE. Se você viu alguém anunciando um “RQE” de pós-graduação, não é RQE.

    E uma boa notícia para quem fez mestrado ou doutorado fora da própria especialidade: a exposição de motivos da resolução registra que mestrado e doutorado podem aparecer na publicidade mesmo que não relacionados à especialidade.

    A armadilha que não está no artigo 13

    O que mais gera problema mora no artigo 11, inciso I. É vedado ao médico:

    “divulgar, quando não especialista, que trata de sistemas orgânicos, órgãos ou doenças específicas, por induzir à confusão com a divulgação de especialidades”.

    Traduzindo para a bio: sem o RQE daquela área, escrever “tratamento de tireoide”, “cuido do seu coração” ou “especialista em coluna” entra nessa vedação — mesmo sem usar a palavra especialidade. O paciente lê aquilo como especialidade, e é essa leitura que a norma protege.

    Por isso escrever “NÃO ESPECIALISTA” na bio e seguir postando conteúdo que promete tratar uma doença específica não resolve. A palavra corrige o título; o conteúdo continua dizendo outra coisa.

    O que fazer com isso na prática

    Antes de aplicar: este artigo reproduz o texto da resolução e não substitui orientação jurídica. Caso de anúncio costuma ter detalhe que muda a resposta — confirme o seu caso específico com a sua assessoria, ou consulte a Codame do seu CRM, que a própria resolução indica para dúvidas.

    Sua bio está dentro da regra e mesmo assim não traz paciente?

    O diagnóstico gratuito da Doctor Pro olha o que o paciente vê antes de escolher você: perfil, ficha do Google, site e a primeira resposta no WhatsApp.

    Quero o diagnóstico gratuito